Quem é ela

Ela gosta de conversas longas, que começam em uma trivialidade qualquer, passam por política, economia, filosofia, música, cinema, relacionamentos, até teorias da conspiração, religião e OVNIs.


Do que eu perdi

Eu diria que sou quase uma perdedora compulsiva. O juízo mesmo foi o primeiro da lista a desaparecer.
Eu perco tempo fazendo nada, perco o sono dia sim dia também, e volta e meia perco as estribeiras.
Eu entro em brigas que já sei que vou perder, mas eu acho que gosto mesmo das causas perdidas.


Numa segunda qualquer, ela se foi.

Sem olhar para trás, com os passos firmes que lhe eram característicos, seguiu de cabeça em pé, pronta para enfrentar a chuva e todas as outras intempéries da vida.
Ela sempre achou que sua presença era irrisória, mas a verdade é que sua ausência é avassaladora.


Poderia ter sido diferente

Mas, essa foi só uma das coisas na vida que poderiam ter sido diferentes. Só mais uma coisa que poderia ter sido, mas não foi.


Máquina do tempo 2

“Ela nunca aceitou que o tempo tenha de ser linear, exato, que todas as horas tenham a mesma duração, e todos os dias, a mesma quantidade de horas.”


Como se fosse a última vez

E me recordo especialmente de como você me olhava e me beijava, sempre, como se fosse a última vez. A gente nunca se despediu de qualquer jeito. Era sempre como se aquele “tchau” não fosse um “até logo” e, sim, um “adeus”.


Não seja moleque

Permita-me te dizer a verdade, ainda que tardiamente. Você é, sim – e foi -, muito moleque.


Pela última vez, eu chorei por você 2

Pela última vez, eu chorei por você. Eu chorei por nós. Eu chorei pelo que fomos. Pelo que não fomos. Pelo que seríamos. Pelo que poderíamos ter sido. Pelo que queríamos ser.


Estranhos

Ela sentia um vazio a cada dia maior. Ele sentia-se possuído pela solidão. O abismo entre os dois só fazia aumentar. O “felizes para sempre” havia se transformado em prisão perpétua.