Das coisas que você não sabe


Sabe… tem um monte de coisas que eu ainda não te contei sobre mim.

Você ainda não sabe da maioria das minhas histórias de infância.
Nem dos meus amores da adolescência.
Você ainda não conhece todas as minhas manias esquisitas – porque, olha, são muitas.
E você ainda não me viu trajando meu moletom favorito: velho, desbotado e com uma mancha de vinho.
Você nem imagina, também, que eu sou um completo desastre em qualquer esporte.
Espero que você reaja bem a essas revelações – quando elas chegarem, claro.
Mas, tudo isso são banalidades. Porque tem coisas bem mais importantes que eu preciso te contar sobre mim.
Você ainda não sabe, mas de vez em quando eu uso a sua camiseta pra dormir, pra ver se assim te sinto mais perto.
E às vezes eu preciso ouvir a sua banda favorita, porque tenho a sensação de que você está aqui, junto comigo.
Provavelmente você vai rir… mas, vou te confessar que, da última vez em que nos despedimos, quando você me mandou uma mensagem, brincando, me dizendo para não chorar de saudade, eu já estava chorando. E só fazia 15 minutos que você tinha partido.
Mas, talvez, a principal revelação que eu tenha pra te fazer seja a de que você, sem perceber, resgatou sentimentos em mim que eu julgava já estarem completamente aniquilados.
Você conseguiu me fazer fechar portas por cujas frestas ainda entrava um vento frio que congelava minha alma.
E me devolveu a noção de que não é em algum lugar que a gente se sente em casa. E, sim, em uma companhia.
Sabe, a gente ainda tem uma longa estrada pela frente, até conseguirmos relaxar no sofá num domingo à tarde.
Mas, uma coisa eu vou te dizer agora: eu não vejo a hora de termos todo o tempo do mundo pra eu poder te contar todas essas coisas bobas sobre mim.

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