A vida, às vezes, é como um jogo de futebol.
Tem horas em que a gente não queria estar em campo, mas é obrigado.
De vez em quando, falta fôlego. E perna.
E em alguns casos parece que o adversário é forte demais.
Há momentos em que o time não tem entrosamento e as lesões doem mais que de costume.
Mas, ser artilheiro na vida pressupõe superar todas essas dificuldades.
Mesmo que o gramado esteja ruim e a chuva atrapalhe; ainda que o apito não esteja sendo nosso amigo. Mesmo que tudo pareça conspirar em direção a levarmos uma goleada.
Há que vestir a camisa e jogar com garra. Jogar pra vencer, lutar até o fim.
Não basta ficar na retranca pra segurar um empate. Tem que partir pra cima e buscar o gol.
Não adianta fazer catimba, nem firula. Fazer cera, nem pensar.
O jogo da vida é decisivo. Não tem replay nem tira-teima. É tudo ao vivo, aqui e agora. Está valendo, diria Sílvio Luiz.
No jogo da vida, nenhum de nós é espectador. Então, ou a gente se comporta como titular da Seleção numa final de Copa do Mundo, ou acaba rebaixado.